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Posted at 28 Jul, 2026

Tratado do Alto Mar enfrenta desafios devido à falta de informação científica, alerta investigador

O investigador do OKEANOS, Telmo Morato, alerta que a implementação do Tratado do Alto Mar enfrenta um dos maiores desafios da conservação marinha: a falta de conhecimento científico sobre os ecossistemas em águas internacionais. "Enquanto não há um tratado não há uma razão para haver financiamento para exploração científica, e enquanto não há exploração científica não há informação para suportar o tratado", afirmou. 
Apesar dos progressos na investigação do mar profundo, muitas áreas, como a coluna de água, continuam pouco estudadas. Ainda assim, o Investigador mostrou-se otimista quanto ao caminho que está a ser seguido em matéria de conservação dos oceanos. "Tem de se olhar para o copo meio cheio", defendeu, salientando que, apesar de lentos, têm sido dados passos importantes na proteção e no restauro dos ecossistemas marinhos. 
Nos Açores, o trabalho desenvolvido pelos investigadores tem colocado Portugal entre as regiões do mundo com mais informação sobre o mar profundo, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos oceanos. Em relação às ameaças como as alterações climáticas, a sobrepesca e a potencial mineração em mar profundo, Telmo Morato explica que a comunidade científica está já à procura de identificar previamente as áreas com maior valor ecológico, para que possam ser consideradas antes da eventual autorização de atividades de exploração mineral. Na sua perspetiva,  esta exploração em mar profundo "poderá ser a primeira, ou a única até, atividade humana regulada antes de existir". 
Leia a notícia na íntegra através deste link.

ENG The implementation of the High Seas Treaty faces one of the greatest challenges in marine conservation: the lack of scientific knowledge about ecosystems beyond national jurisdiction, warns OKEANOS researcher Telmo Morato.
"Without a treaty, there is no reason to fund scientific exploration, and without scientific exploration, there is no information to support the treaty," he explains.
Although significant progress has been made in deep-sea research, many areas, particularly the water column, remain poorly understood. Even so, the researcher remains optimistic about the future of ocean conservation. "We have to see the glass half full," he says, highlighting that, despite being gradual, important steps have been taken towards protecting and restoring marine ecosystems.
Research carried out in the Azores has helped place Portugal among the world's leading regions in deep-sea knowledge, contributing to more sustainable ocean management.
Regarding threats such as climate change, overfishing, and the potential for deep-sea mining, Telmo Morato explains that the scientific community is already working to identify ecologically important areas so they can be considered before any future mining activities are authorised. In his view, deep-sea mining "may become the first—or perhaps the only—human activity to be regulated before it exists."

Created by

Raquel Coimbra

Last update

28 Jul, 2026 16:44:16

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