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Posted at 05 May, 2026

Revista de Marinha: Pesca de Atum nos Açores destaca-se como exemplo único de sustentabilidade

Na edição de março/abril da Revista de Marinha, Miguel Machete destacou a pesca de atum praticada nos Açores como um exemplo único de sustentabilidade no mundo.

Ao contrário das grandes embarcações cercadoras, que utilizam redes gigantes e Dispositivos de Agregação de Peixes (DAPs), a frota açoriana baseia-se numa pesca ativa, que procura os cardumes à superfície e utiliza isco vivo para atrair o peixe junto à embarcação. O sucesso depende da experiência dos pescadores e da sua capacidade de interpretar sinais naturais no mar, como aves marinhas, cetáceos ou alterações na superfície da água.

Este método captura praticamente apenas espécies-alvo, reduz drasticamente a captura acidental de tubarões, tartarugas e outras espécies, e apresenta perdas de equipamento quase nulas. A sustentabilidade desta atividade é acompanhada há mais de 26 anos pelo Programa de Observação das Pescas dos Açores (POPA), uma iniciativa pioneira do Governo Regional dos Açores, gerida pelo IMAR – Instituto do Mar, através do Centro de Investigação OKEANOS.

Com mais de 5 milhões de registos científicos recolhidos ao longo de duas décadas, os dados confirmam que esta pescaria mantém baixos impactos ambientais e contribui para a conservação dos recursos marinhos. O reconhecimento internacional tem sido constante: a pescaria açoriana possui certificações Dolphin Safe, Friend of the Sea, Naturland, e foi reconhecida em 2022 como a primeira pescaria neutra em plástico do mundo.

A pesca de salto e vara nos Açores demonstra que é possível conciliar tradição, economia local e conservação marinha.


EN In the March/April edition of Revista de Marinha, Miguel Machete highlighted tuna fishing in the Azores as a unique global example of sustainability.

Unlike large purse seine vessels, which use massive nets and Fish Aggregating Devices (FADs), the Azorean fleet relies on an active fishing method that searches for tuna schools at the surface and uses live bait to attract the fish close to the vessel. Success depends on the skill and experience of the fishers, as well as their ability to interpret natural signs at sea, such as seabirds, cetaceans, or changes in the water surface.

This method catches almost exclusively target species, drastically reduces accidental bycatch of sharks, turtles, and other species, and results in virtually no gear loss.
The sustainability of this activity has been monitored for more than 26 years through the Azores Fisheries Observer Program (POPA), a pioneering initiative of the Regional Government of the Azores, managed by IMAR – Institute of Marine Research, through the OKEANOS Research Centre.

With more than 5 million scientific records collected over two decades, the data confirm that this fishery maintains low environmental impacts and contributes to the conservation of marine resources. International recognition has been consistent: the Azorean fishery holds Dolphin Safe, Friend of the Sea, and Naturland certifications, and in 2022 it was recognized as the world’s first plastic-neutral fishery.

Pole-and-line tuna fishing in the Azores proves that it is possible to combine tradition, local economy, and marine conservation.



Created by

Raquel Coimbra

Last update

05 May, 2026 18:03:57

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